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| Adenocarcinoma
da Próstata |
A incidência do câncer de próstata
aumentou no final dos ano 80 e inicio dos ano
90 devido ao aumento da expectativa de vida,
melhoria das ferramentas de diagnóstico
e aumento das campanhas de prevenção
em hospitais públicos e universitários.
Até 1990, o adenocarcinoma da próstata
representava o terceiro tumor do sexo masculino,
sendo menos freqüente que o câncer
do pulmão e o câncer de cólon.
A partir daquele ano, os tumores da próstata
ultrapassaram em número estas duas neoplasias
e passaram a representar o câncer mais
frequente do homem. Em 2008 cerca de 50.000
homens foram diagnosticados com este tipo de
câncer no Brasil e o risco de desenvolver
câncer de próstata no Brasil é
de 52 novos casos para cada 100.000 habitantes.
Apesar da alta incidência a taxa de sobrevida
em 5 anos é de 97% devido ao baixo teor
de malignidade do tumor, detecção
precoce e avanço nas modalidades de tratamento.
Na maioria dos casos, o tumor apresenta um
crescimento lento, de longo tempo de duplicação,
levando cerca de 15 anos para atingir 1 cm³
e acometendo homens acima de 50 anos de idade.
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| Fatores
de Risco |
Assim
como em outros cânceres, a idade é
um fator de risco importante, ganhando um significado
especial no câncer da próstata, uma
vez que tanto a incidência como a mortalidade
aumentam exponencialmente após a idade
de 50 anos.
História familiar de pai ou irmão
com câncer da próstata antes dos
60 anos de idade pode aumentar o risco de câncer
em 3 a 10 vezes em relação à
população em geral, podendo refletir
tanto fatores hereditários quanto hábitos
alimentares ou estilo de vida de risco de algumas
famílias.
A influência que a dieta pode exercer
sobre a gênese do câncer ainda é
incerta, não sendo conhecidos os exatos
componentes ou através de quais mecanismos
estes poderiam estar influenciando o desenvolvimento
do câncer da próstata. Contudo,
já está comprovado que uma dieta
rica em frutas, verduras, legumes, grãos
e cereais integrais, e com menos gordura, principalmente
as de origem animal, não só pode
ajudar a diminuir o risco de câncer, como
também de outras doenças crônicas
não transmissíveis.
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| Sintomas |
O
Câncer da próstata em sua fase inicial
tem uma evolução silenciosa. Muitos
pacientes não apresentam nenhum sintoma
ou, quando apresentam, são semelhantes
ao crescimento benigno da próstata (dificuldade
miccional, freqüência urinária
aumentada durante o dia ou a noite). Uma fase
avançada da doença pode ser caracterizada
por um quadro de dor óssea, sintomas urinários
ou, quando mais grave, como infecções
generalizadas ou insuficiência renal. |
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| Diagnóstico
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O
diagnóstico do câncer de próstata
é feito pelo exame clínico (toque
retal) e pela dosagem do antígeno prostático
específico (PSA, sigla em inglês),
que podem sugerir a existência da doença
e indicarem a realização de ultra-sonografia
pélvica (ou prostática transretal,
se disponível). Esta ultra-sonografia,
por sua vez, poderá mostrar a necessidade
de se realizar a biópsia prostática
transretal. |
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Tratamento |
O tratamento do câncer da próstata
depende do estagiamento clínico. Para
doença localizada, cirurgia, radioterapia
e até mesmo uma observação
vigilante (em algumas situações
especiais) podem ser oferecidos. Para doença
localmente avançada, radioterapia ou
cirurgia em combinação com tratamento
hormonal têm sido utilizados. Para doença
metastática, o tratamento de eleição
é hormonioterapia.
A escolha do tratamento mais adequado deve
ser individualizada e definida após discutir
os riscos e benefícios do tratamento
com o seu médico.
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| Detecção
precoce do câncer da próstata |
A
detecção precoce de um câncer
é composta por ações que
visam o diagnóstico precoce da doença
em indivíduos sintomáticos e por
ações de rastreamento, que é
a aplicação de exames para a detecção
da doença em indivíduos assintomáticos.
A decisão do uso do rastreamento como uma
estratégia de saúde pública
deve se basear em evidências científicas
de qualidade. No momento não existem evidências
de que o rastreamento para o câncer da próstata
identifique indivíduos que necessitam de
tratamento ou de que esta prática reduza
a mortalidade do câncer de próstata.
Desta forma, o Instituto Nacional de Câncer
não recomenda o rastreamento para o câncer
da próstata e continuará acompanhando
o debate científico sobre este tema, podendo
rever esta posição quando estiverem
disponíveis os resultados dos estudos multicêntricos
em curso. |
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| Fonte:
INCA/2009 |
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