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Definição
e Prevalência
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Introdução |
A ejaculação é um conjunto
de fenômenos neuromusculares que permite
a progressão do sêmen e sua expulsão
pelo meato uretral externo na fase final da
resposta sexual masculina.1 A disfunção
ejaculatória ou do orgasmo é uma
das disfunções sexuais mais comuns
no sexo masculino e inclui: ejaculação
rápida ou precoce, ejaculação
retardada, ausência de ejaculação
(anejaculação) e ejaculação
retrógrada. O ciclo da resposta sexual
é dividido em quatro fases: desejo, excitação,
orgasmo e resolução ou ejaculação.
As disfunções sexuais ocorrem
quando há interrupções
em uma destas fases.2
Os avanços no conhecimento e tratamento
da disfunção erétil (DE)
aumentaram o interesse de pacientes e médicos
em outros distúrbios sexuais, mais precisamente
as disfunções ejaculatórias.
A maior preocupação no homem jovem
é a sua fertilidade, mas distúrbios
da ejaculação podem trazer muita
ansiedade e angústia para indivíduos
de várias faixas etárias. Em uma
pesquisa recente compreendendo mais de 12 mil
homens, idade variando de 50 a 80 anos, 46 %
declarou ter algum problema ejaculatório
e 59% estavam incomodados com ele.3
Ejaculação precoce foi o mais
comum com índices de 30 a 40%. Alguns
trabalhos citam que cerca de 75% de homens sofrerão
de EP em algum ponto de suas vidas.4
Carmita publicou dados sobre comportamento sexual
do brasileiro e concluiu que 26% dos homens
cuja faixa etária variou de 18 a 70 anos
queixavam de ejaculação precoce
ou rápida.5 O atraso em ejacular
ou ejaculação retardada aflige
cerca de 4% de homens sexualmente ativos.6
Ejaculação retrógrada ocorre
em cerca de 80% de homens que se submeteram
a ressecção endoscópica
da próstata (RTU) e embora muitas destes
pacientes estejam acima da sexta década
de vida, alguns se queixam deste distúrbio
com veemência.7
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Terminologia1 |
| Ejaculação
rápida ou precoce: |
| Ejaculação
persistente ou recorrente com estimulação
sexual mínima que ocorre antes ou logo depois
da penetração e antes que a pessoa
o deseje. |
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Ejaculação
retardada, inibida ou atrasada:
Estimulação sexual anormal do pênis
ereto é necessária para atingir ejaculação. |
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Anejaculação:
Ausência completa de ejaculado ou ejaculação
retrógrada. |
| |
Anorgasmia:
A inabilidade de atingir o orgasmo, independente
de ejacular ou não. |
| |
Aspermia:
ausência de contração do trato
genital. |
| |
Ejaculação
retrógrada:
Ausência
total de ejaculação anterógrada
porque o sêmen é direcionado para dentro
da bexiga. |
| |
Hemospermia:
presença de sangue no líquido ejaculado. |
| |
| Ejaculação
dolorosa. |
| |
| Baixo volume
do ejaculado. |
| |
Anedonia:
Incapacidade de sentir prazer. |
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Diagnóstico |
O
diagnóstico e a padronização
de EP utilizando o número objetivo de incursões
vaginais entre a penetração e a
ejaculação já foi proposta
por vários autores, mas esta definição
é muito subjetiva e não é
apoiada por dados normativos.14-17
Masters e Johnson propuseram definir EP de acordo
com o orgasmo da parceira: caso ela não
atingisse o clímax em 50% ou mais das relações,
o homem seria considerado como tendo EP.17
Claramente caiu em desuso principalmente pelo
fato de hoje sabermos que muitas mulheres nunca
conseguem atingir a satisfação sexual
plena.5 A operacionalização
da EP utilizando o tempo definido entre o início
da penetração vaginal e ejaculação,
conhecido como intervalo de latência ejaculatória
intravaginal (ILEI) forma a base de muitos estudos
clínicos atuais em EP. No entanto, existe
uma considerável polêmica no que
tange a qual deve ser o ILEI de corte. A maior
parte dos trabalhos recentes define como sendo
2 minutos o nível de corte.18
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Tratamento |
| |
| Terapia
psicológica |
| |
| A
terapia sexual é considerada a mais apropriada
e tem como principais objetivos: |
| |
| 1)
Fornecer informações básicas
sobre sexualidade, reeducando tanto o paciente como
a parceira; |
| |
| 2)
reduzir os focos de ansiedade associados às
interações afetivas ou relacionadas
à atividade sexual, usando técnicas
comportamentais em que a prescrição
de tarefas tem como objetivo a dessensibilização
(redução da ansiedade) e técnicas
de retreinamento do controle ejaculatório;
técnica de Semans (“stop-start”),
penetração sem movimento para o
homem habituar-se a estar dentro da mulher e com
a redução da ansiedade ter chances
de prolongar a ejaculação. Tal técnica
propicia a quebra do reflexo condicionado penetração
ejaculação; |
| |
3) propor mudanças no comportamento
sexual individual e/ou do casal, estimulando
a mais ampla comunicação e melhoria
na qualidade de vida.1 A duração
da terapia é de quatro a seis semanas,
com uma a três sessões por semana.
A participação da parceira melhora
substancialmente os resultados e é sempre
motivada.
|
| |
| Tratamento
farmacológico |
| |
Em 1973 foi reportado o uso de clomipramina
no tratamento de EP pela primeira vez.26
A introdução do inibidor seletivo
da recaptação da serotonina (ISRS)
no tratamento da EP produziu uma revolução
no manuseio desta entidade. A família
dos ISRS compreende 5 compostos: citalopram,
fluoxetina, fluvoxamine, paroxetina e sertralina.
Todos estes tem um mecanismo de ação
similar. O primeiro estudo duplo-cego e controlado
utilizando o efeito da paroxetina na EP foi
em 1994.27 Recentemente, outros compostos
ISRS e a clomipramina foram estudados na sua
ação de retardar a ejaculação.28-36
Existe alguma evidência de que fluvoxamina
e citalopram exercem menos efeito para retardar
a ejaculação de que paroxetina,
sertralina e fluoxetina.32,33,37
O regime terapêutico mais empregado é
de administrar ISRS diariamente. Paroxetina
(20-40mg), Clomipramina (10-50mg), Sertralina
(50-100mg) e Fluoxetina (20-40mg) são
os medicamentos e doses mais utilizadas atualmente.
O efeito no atraso da ejaculação
pode demorar de 5 a 10 dias após inicio
da terapia e os efeitos colaterais são
mais intensos na primeira semana, diminuindo
após 2 a 3 semanas de uso. Os eventos
adversos mais comumente relatados são:
fadiga, sonolência, náusea, diarréia.
Diminuição da libido ou disfunção
da ereção é reportado raramente.8
Um novo medicamento está sendo estudado
para ser usado na demanda, a dapoxetina. Trata-se
também de um ISRS cujos resultados mostrados
em poucos estudos até este momento tem
sido satisfatórios. Dapoxetina pode representar
o primeiro de uma categoria nova de inibidores
seletivos da recaptação da serotonina.
Embora a dapoxetina tenha as similaridades farmacológicas
a outros ISRS, sua eficácia sugere uma
modalidade diferente da ação.
Apresenta um rápido inicio de ação
com pico de concentração plasmática
máxima em 1 hora e meia vida de 1,4 horas.
O fabricante sugere administrar 1 a 3 horas
antes da relação sexual. Além
do mais, este é o primeiro medicamento
com indicação exclusiva para EP.38-40
Com respeito à avaliação
do tratamento a maioria dos estudos publicados
é pobre no desenho e metodologia empregados.
Uma revisão sistemática realizada
sobre todos os tratamentos medicamentosos para
EP em 2003 demonstrou que pesquisas realizadas
em um padrão simples cego e abertas foram
inferiores quando comparados com estudos duplo
cegos, controlados com placebo e cujo acesso
ao retardo na ejaculação foi medido
por um cronômetro em vez de questionários
subjetivos.41
|
| |
| Tratamento tópico |
| |
| O
uso de creme, gel ou spray com base em lidocaína,
um conhecido anestésico local, para o tratamento
de EP já foi bem estudado e seu papel já
está bem estabelecido. A eficácia
para retardar a ejaculação é
modesta podendo apresentar efeitos colaterais
como: redução da sensibilidade da
glande, absorção vaginal e possível
anestesia de mucosa vaginal e anorgasmia feminina.42-46
Outro produto anestésico em estudo para
uso local em EP é “SS Cream”,
uma combinação de 9 ervas asiáticas
que hipoteticamente diminuem a hiperexcitabilidade
peniana.47 |
| |
| Inibidores
de fosfodiesterase tipo 5 |
| |
| O
uso de inibidores de fosfodiesterase tipo 5 (PDE5)
ou associados a ISRS para o tratamento de EP já
foi empregado para retardar a ejaculação.
Aumento médio da ILEI depois de 3 e 6 meses
de tratamento foi maior no grupo que usou paroxetina
mais sildenafila versus apenas paroxetina, embora
a presença de efeitos adversos como cefaléia
e rubor facial tenha sido mais significativo neste
grupo.48,49 De qualquer maneira, é
consenso de que esta classe de medicamentos não
deve ser a primeira escolha para tratar EP, mas
que poderá ser muito benéfica a
sua utilização quando o homem sofrer
de DE.8,50 |
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