A primeira tentativa com implante de algum
material no sentido de assegurar a rigidez peniana
data de várias décadas, após
observações de que alguns mamíferos,
como o urso, eram portadores de uma parte óssea
na formação do pênis.
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Após
várias tentativas com materiais diversos
surgiu, em 1973, a prótese de Small Carrion,
que iniciou a era moderna do tratamento cirúrgico
da disfunção erétil. |
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Também
em 1973 surgiram as publicações
iniciais de Scott descrevendo as primeiras experiências
com as próteses infláveis de três
peças. |
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| Todo
médico que se propõe a trabalhar
com portadores de disfunção erétil
deve conhecer o manuseio e as técnicas
de implante de próteses penianas, sejam
elas semi-rígidas ou infláveis.
É aconselhável que o cirurgião
adquira experiência com pelo menos um dos
modelos de cada prótese e que esteja habilitado
a tratar as complicações que podem
ocorrer tanto precoce quanto tardiamente. Deve
saber lidar também com as dificuldades
técnicas dos implantes cirúrgicos,
como fibroses ou áreas de fraqueza dos
corpos cavernosos. |
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Indicações
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| As
indicações de próteses penianas
permaneceram basicamente inalteradas nos últimos
anos, mas foram acrescidas algumas novas. |
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As
causas básicas de seu uso são as
disfunções eréteis de origem
orgânica, como as descritas abaixo: |
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vasculopatias
e doenças arterioescleróticas
difusas, |
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diabete
melito, |
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cirurgias
pélvicas ou perineais radicais (extirpação
de câncer de próstata), |
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trauma
pélvico, |
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neuropatias, |
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doença
de Peyronie, |
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priapismo
seguido de disfunção erétil
grave, |
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uso
crônico de drogas que interferem na
ereção, |
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radioterapia
pélvica, |
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hipogonadismo
secundário ou mesmo primário
que não responde a tratamento clínico, |
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finalmente,
qualquer homem com disfunção
erétil que não responda a
tratamento clínico, seja inibidor
de fosfodiesterase (Viagra, Levitra ou Cialis)
ou injetável intracavernoso. |
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Incluem-se
ainda candidatos a cirurgias de revascularização
peniana que recusam o procedimento, ao tomarem
conhecimento das baixas taxas de sucesso.
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Pacientes
com disfunção erétil psicogênica
que não respondam a qualquer método
de psicoterapia associada ou não ao uso
de drogas vasoativas também constituem
outro grupo com indicação para a
prótese. |
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Nesses
casos, é de importância fundamental
que se proceda a investigação e
aconselhamento psicológico pré e
pós-operatório. |
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| Tipos
de Próteses |
| Rígidas
- Já não são utilizadas. |
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Semi-rígidas |
Existem
vários modelos e fabricantes de próteses
semi-rígidas disponíveis no Brasil.
Em geral, são compostas por uma camada
de silicone firme que reveste uma outra de silicone
macio(gel), ambas envolvendo uma cordoalha de
prata ou aço que permite uma boa rigidez
na ereção e dá ao implante
uma maleabilidade satisfatória.
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São
fornecidas em tamanhos e diâmetros variados.
Há também modelos compostos por
segmentos proximais ou distais que se encaixam
ou são retiráveis, de acordo com
a medida dos corpos cavernosos. Com esses modelos
necessita-se de somente um par de hastes para
qualquer tamanho de pênis, devendo apenas
ajustar os diâmetros. |
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As
vantagens das próteses semi-rígidas
mais utilizadas em nosso meio são as seguintes: |
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facilidade
de implante, |
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baixo
custo |
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índice
de complicação muito baixo, |
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rigidez
peniana adequada, |
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altas
taxas de sucesso, |
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satisfação
na relação paciente-parceira. |
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| As
desvantagens incluem a dificuldade ocasional em
ocultá-la e a realização
de procedimentos endoscópicos transuretrais
que podem requerer a execução de
uretrostomia perineal. |
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| As
contra-indicações relativas são
a presença de importantes sintomas obstrutivos
infravesicais de qualquer natureza, os quais exigem
tratamento prévio, e a necessidade de cistoscopia
periódica. |
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| Próteses
Infláveis |
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O primeiro
relato sobre o uso clínico de prótese
inflável foi feito em 1973 por Scott e
Bradley. A partir daí, o aperfeiçoamento
dos mecanismos de inflação e deflação
permitiram que os índices de confiabilidade
mecânica dessas próteses sejam atualmente
superiores a 90% em período de cinco anos. |
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| As
principais próteses infláveis disponíveis
no mercado são importadas e são as
seguintes: |
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| »
Próteses de dois volumes |
| O
modelo disponível de prótese de
dois volumes é a Ambicor, produzida pela
A.M.S. ( American Medical Systems) |
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| Constitui
de dois cilindros infláveis conectados
a um reservatório e a uma bomba. |
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| A
prótese Ambicor tem o reservatório
na sua porção mais proximal, e a
bomba pode ser acomodada em qualquer ponto da
bolsa escrotal. |
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| As
grandes vantagens desse modelo são as seguintes: |
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não
requer a colocação de reservatório
no abdome inferior, o que encurta muito o
tempo cirúrgico; |
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possuem mecanismo de inflação
e deflação de fácil manuseio
pelos pacientes; |
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não
necessita de conexões intra-operatórias. |
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| A
prótese Ambicor já é fornecida
pelo fabricante completamente cheia. |
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| De
modo geral, essa prótese é satisfatória,
pois oferece ereção razoável
e os pacientes aprendem a manuseá-la com
facilidade. |
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| »
Próteses de três volumes |
| A
A.M.S. e a Coloplast fabricam os modelos existentes
no mercado. |
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| A
A.M.S. produz os cilindros da série 700:
Ultrex CX; 700 CX e 700 CXR. |
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Em
todos eles há uma camada de dácron
entre duas camadas de silicone, de modo a evitar
deformação da prótese e formação
de aneurismas. |
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O
cilindro 700 CX é o mais versátil
e o mais utilizado. |
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O
cilindro Ultrex apresenta como característica
principal, além da expansão do diâmetro
- comum a todas as próteses infláveis
de três volumes - , uma expansão
longitudinal de dois ou três centímetros,
o que produz crescimento linear do pênis.
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| Na
verdade, o cilindro CXR é mais fino, pois
foi primariamente desenvolvido para a população
asiática. Apesar de mais estreito, produz
ereção bastante rígida, sendo
o mais indicado em pacientes com fibrose de corpo
cavernoso quando a opção for por
uma prótese inflável. A prótese
da AMS Inhibizone apresenta uma camada de antibiótico
que reveste a prótese e com isso, diminui
a taxa de infecção. Deve ser mais
recomendada em homens com maior risco de infecção
como lesado medular e diabético.
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Os
modelos da Coloplast são de bioflex, material
muito durável, resistente e menos propenso
a formações aneurismáticas.
A prótese chama-se Titan. Contudo essa
substância é mais sensível
a danos térmicos, exigindo que o eletrocautério
seja utilizado com cuidado. |
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Todos
os modelos de próteses de três volumes
têm como característica comum a colocação
da bomba no escroto, um reservatório abdominal
e a necessidade de certa habilidade manual. Entretanto,
são as que produzem ereções
mais semelhantes às naturais. Um problema
comum a essas próteses é um certo
grau de auto-inflação que pode ocorrer
após exercícios físicos,
o que exige que o indivíduo esvazie periodicamente
a prótese. Uma forma de minimizar esse
problema é tomar o cuidado de manter o
reservatório cheio nas primeiras semanas
do pós-operatório para que a cápsula
fibrosa que se forma ao redor dele seja ampla. |
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| Técnicas
Cirúrgicas |
| Pré-Operatório |
| O
uso de antibióticos profiláticos
está bem estabelecido. Devem ser administrados
pelo menos duas horas antes da intervenção. |
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| Recomenda-se
o uso de um aminiglicosídeo associado a
uma cefalosporina ou à vancomicina. Alternativamente,
pode-se usar uma quinilona. Para tomar essa decisão,
o cirurgião deve conhecer as particularidades
da população bacteriana do seu centro
médico. |
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| A
tricotomia deve ser feita imediatamente antes
da cirurgia e a anti-sepsia local deve ser rigorosa,
com o uso de soluções de povidine
ou de clorexidina durante cinco minutos. No decorrer
da intervenção, é recomendável
irrigar a ferida operatória com solução
de antibióticos, geralmente aminoglicosídeos. |
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| Anestesia |
| A
anestesia é por bloqueio peridural ou raquianestesia.
Em casos especiais, pode ser indicada a anestesia
geral. |
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| Técnica
do Implante |
De
modo geral, é utilizado um cateter uretral,
o que facilita a identificação da
uretra e previne a retenção urinária
pós-operatória, embora isto não
seja obrigatório.
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| Prótese
Semi Rígida - Vias de Acesso |
| Via
Penoescrotal - É a via mais utilizada pela
maioria dos cirurgiões. O cateter de Foley,
colocado imediatamente antes da operação,
pode ser retirado imediatamente ou mantido. |
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| Para
prevenir o edema e o desconforto local podem ser
utilizados bolsas de gelo e/ou antiinflamatórios.
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| A
alta hospitalar pode ser imediata ou no dia seguinte,
dependendo das condições do paciente
e da anestesia utilizada. O paciente no entanto
deve ser revisto no máximo em 48 horas. |
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| Técnica
- Próteses Infláveis |
| De
modo geral, os cuidados pré, trans e pós-operatórios
são idênticos aos indicados nas próteses
semi-rígidas. |
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| Vias
de Acesso |
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Para inserção de uma prótese
inflável, as vias de acesso mais utilizadas
são a penoescrotal (associada ou não
a uma incisão abdominal)e a infrapúbica. |
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Quando
possível, inicia-se o funcionamento da
prótese na primeira semana pós-operatória.
Deve ser repetido três ou quatro vezes nas
primeiras quatro semanas para evitar a formação
de aderências e testar o mecanismo. |
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Após
a quarta semana, o paciente é instruído
no funcionamento da prótese e liberado
para utilização após seis
semanas. |
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| Seleção
de Pacientes/Orientações Pré-Operatórias |
| O
êxito do implante de uma prótese
peniana está diretamente relacionado aos
seguintes aspectos:
|
auto-estima do paciente, |
satisfação pessoal do paciente e da
parceira, |
técnica operatória correta, |
cuidados do pré e pós-operatórios. |
| Os
cuidados sobre o diagnóstico e o tratamento
das complicações dos implantes é
fundamento indispensável ao médico
que se propõe a colocar uma prótese
peniana. |
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Para
prevenir tais complicações, deve-se
programar adequadamente a intervenção,
sem omitir informações ao paciente
e à sua parceira. |
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| Nesta
programação, deve-se informar ao
paciente os seguintes itens: |
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| Tipo
de prótese a ser implantada: deve-se
apresentar ao paciente os diversos tipos de prótese
existentes, suas características, vantagens
e desvantagens de cada uma. A decisão da
prótese a ser empregada deve ser compartilhada
entre o médico e seu paciente. |
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Perda de sensibilidade
na glande: alguns pacientes relatam a diminuição
da sensibilidade na glande depois do implante.
Embora isso não altere a função
sexual, o paciente deve ser alertado para tal
possibilidade. |
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|
Diminuição
do tamanho e volume do pênis: ocasionalmente,
alguns pacientes reclamam da diminuição
do tamanho e/ou do volume do pênis. É
conveniente informar ao paciente que há
pequenas diferenças de comprimento e espessura
entre a ereção fisiológica
e a ereção obtida com a prótese. |
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| Insatisfação
do paciente: não se devem criar
falsas expectativas. A prótese restabelece
apenas a rigidez peniana e resolve única
e exclusivamente a dificuldade de penetração.
Alterações da libido, orgasmo ou
relacionamento do casal merecem outra abordagem,
como psicoterapia associada ou não ao implante. |
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| Insatisfação
da parceira: é importante também
esclarecer à parceira do paciente a indicação
e os resultados esperados com o implante, não
criando outras expectativas a não ser a
resolução do problema da ereção. |
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|
| Avaliação
do trato urinário baixo: afecções
da bexiga, próstata e uretra devem ser
cuidadosamente avaliadas e tratadas antes da execução
do implante. |
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| Complicações |
Hematomas:
a hemostasia deve ser
rigorosa para evitar hematomas que podem dificultar
a cicatrização e favorecer infecções.
Os hematomas, ás
vezes, necessitam de drenagem, o que passa a exigir
uso de antibióticos por mais tempo.
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| |
Perfuração
da albugínea do corpo cavernoso:
é mais frequente em casos de fibrose dos
corpos cavernosos, mas podem ocorrer inesperadamente
em qualquer intervenção.
O tratamento das perfurações deve
ser individualizado. Se ocorrer no septo intercavernoso,
geralmente não é necessário
repará-la, mas deve-se tomar cuidado para
que os dois cilindros não ocupem o mesmo
corpo cavernoso.
A perfuração do corpo cavernoso
na região crural é a mais frequente
e obriga, na maioria das vezes, a abordagem desse
corpo por via perineal para reparo do defeito.
É necessário, às vezes, confeccionar
uma luva de dácron, revestindo internamente
o corpo cavernoso, saturando esta malha no local
para propiciar maior resistência a esse
corpo e impedir a migração posterior
da prótese.
Outra alternativa é não continuar
o implante no corpo cavernoso lesado.
Se a perfuração ocorrer no corpo
cavernoso distal, o que é menos frequente,
pode-se implantar uma haste do mesmo tamanho da
contralateral, e aguardar um período de
seis a oito semanas para cicatrização
ou abandonar o implante desse lado. De modo geral,
os problemas de perfuração são
menos graves nas próteses infláveis
porque o tubo de conexão dos cilindros
à bomba fixa a prótese no local.
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Lesão
da uretra: a lesão perioperatória
da uretra é uma complicação
grave, e seu tratamento deve ser individualizado.
Em geral, não se coloca o cilindro no corpo
cavernoso lesado, sendo sempre deixado um cateter
de Foley por um mínimo de sete dias. |
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Retenção
urinária: a retenção
urinária pode ocorrer precoce ou tardiamente.
Se houver necessidade de deixar a sonda de demora,
deve ser fixada a sonda ao abdome e lubrificar
o meato com cremes para evitar úlceras.
A sonda deve ser fina, com calibre de 16 Fr no
máximo. |
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Erros
de tamanho dos cilindros ou hastes: a imensa
maioria dos problemas mecânicos associados
com as próteses é devida a escolha
errônea do tamanho das hastes ou cilindros.
Tais erros são ocasionados por dilatação
inadequada dos corpos cavernosos ou medida errada
desse tamanho.
Se a prótese for muito longa, pode acarretar
importante dor local ou curvatura dorsal do pênis
ou mesmo falta de fixação correta
na posição ereta, além de
isquemia. Nesses casos, recomenda-se a retirada
da prótese e sua substituição
por outra de tamanho adequado.
Ocasionalmente uma das hastes ou cilindros pode
se extruir através da glande ou da uretra.
Nesse caso, será necessário retirar
a haste em questão, proceder ao reparo
cirúrgico da lesão e cateterizar
a uretra por pelo menos sete dias.
Um novo implante só pode ser programado
pelo menos seis meses após.
Se a prótese estiver muito curta, em apenas
um dos corpos cavernosos ou em ambos, a deformidade
resultante será a flexão ou queda
ventral da glande, que ficou conhecida como deformidade
em SST. Essa complicação impede
ou dificulta a penetração e pode
ser resolvida com a troca da prótese ou
com a colocação de uma sutura com
fio não absorvível e a túnica
albugínea dorsal do pênis, tracionando
a glande de volta à sua posição
original. Essa deformidade também pode
ser devida a dilatação inadequada
dos corpos cavernosos quando existe fibrose distal.
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Fibrose:
como complicação cirúrgica,
ocorre após a retirada da prótese,
principalmente após infecção
dos corpos cavernosos, dificultando a colocação
de nova prótese. A reoperação
exige extensa excisão do tecido cicatricial
e, às vezes, reconstrução
da albugínea com material sintético. |
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| Insatisfação
com a espessura, tamanho e rigidez do pênis:
o paciente deve ser orientado no pré-operatório
sobre o fato de que a prótese reproduz
uma ereção semelhante, mas não
igual à fisiológica. Variações
de comprimento e espessura são normais.
Também é importante a escolha adequada
do diâmentro das próteses. Pênis
excessivamente longos implantados com próteses
finas resultam em ereções deficientes.
Outras vezes, o implante de próteses muito
grossas dificulta a rafia dos corpos cavernosos
e produz dor. Em alguns casos é necessária
a utilização de prótese inflável
para produzir uma ereção adequada.
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Dor
persistente: dor persistente após
dois meses pode ser devida a infecção
subclínica ou a tamanho da prótese.
Pacientes com neuropatia, especialmente diabéticos,
às vezes experimentam dor mais intensa
e prolongada do que os não-neuropatas.
Quando a dor não é devida a infecção,
pode ser controlada com o uso de analgésicos,
e geralmente a prótese pode ser mantida. |
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Edema
prolongado e balanite: às vezes
ocorre edema prolongado após inserção
de prótese. Se houver prepúcio muito
longo, poderá ser necessária uma
circuncisão. |
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Infecção:
é a principal e a mais temida complicação,
pois muitas vezes obriga à retirada da
prótese, leva à fibrose dos corpos
cavernosos e torna muito difícil uma nova
cirurgia. O novo implante terá maior risco
de infecção em relação
ao anterior.
A incidência de infecção é
estimada em torno de 2% para próteses semi-rígidas,
mas em nenhum caso deve ultrapassar 3%. Náo
há consenso se os pacientes diabéticos
ou renais crônicos têm risco maior
de infecção, mas quando ela ocorre
seu tratamento é mais difícil.
Infecções superficiais normalmente
respondem a tratamento conservador com antibióticos
e eventual drenagem.
Infecções profundas requerem a retirada
da prótese com ou sem lavagem e irrigação
dos corpos cavernosos. Um novo implante pode ser
feito somente após alguns meses.
Quase sempre será necessária uma
prótese menor e mais curta devido a fibrose.
Alternativamente, pose-se tentar uma cirurgia
de resgate imediato, reimplantando uma nova prótese
após a retirada do implante infectado,
identificação do germe, tratamento
com antibióticos específicos e irrigação
dos corpos cavernosos. É importante nesses
casos a troca dos campos e do material cirúrgico
antes do novo implante.
Tal procedimento geralmente não é
recomendado quando há erosão da
prótese para o exterior ou condições
associadas, como diabete descompensado ou sepse
sistêmica.
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Defeitos
mecânicos das próteses: ruptura
da cordoalha metática das próteses
semi-rígidas é uma complicação
pouco frequente, e quando ocorre implica em substituição
da haste. Perda de líquido pelas conexões
e mal funcionamento da bomba das próteses
infláveis obrigam à troca do componente
defeituoso ou de toda a prótese. |
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| Conclusões |
| O
uso de próteses penianas permanecerá
como uma das boas alternativas para o tratamento
da disfunção erétil, não
obstante os grandes avanços obtidos no
diagnóstico e no tratamento desta afecção. |
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| É
uma intervenção cirúrgica
e como tal deve ser encarada, especialmente porque
envolve mais do que uma pessoa na avaliação
dos seus resultados. |