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| FAQ
sobre Vasectomia |
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O que é vasectomia? |
É a cirurgia
que deixa o homem estéril (esterilização
masculina). Em outras palavras, é a versão
masculina da laqueadura.
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Como é feita a cirurgia? |
É uma cirurgia
realizada ambulatorialmente, ou seja, no consultório
médico, sob anestesia local. Tradicionalmente,
a anestesia local durante a vasectomia tem sido realizada
através de uma agulha fina, a mesma que os
diabéticos usam para auto-aplicar insulina.
Isto pode causar certo desconforto e dor durante a
própria picada e mesmo quando o liquido penetra
os tecidos. De qualquer maneira, ninguém gosta
de agulha, independente de seu tamanho. Por isso tenho
usado um aplicador de spray que desenvolve uma pressão
suficiente para que o anestésico penetre a
pele e cause o adormecimento necessário durante
a vasectomia.
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Figura
mostra a anestesia em “Spray” sem
agulha |
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| O
homem pode voltar dirigindo para casa. É solicitado
repouso sexual por 7 dias e deve ser realizado um espermograma
(exame do líquido seminal) depois de 60 dias
para averiguar o sucesso da cirurgia. |
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| Vasectomia
sem bisturi |
A
vasectomia sem bisturi foi introduzida na China nos
anos 70 e nos anos 80 nos Estados Unidos. Consiste de
realizar apenas uma punção com uma pinça
especial pontiaguda na pele escrotal anestesiada previamente
e dissecar o duto deferente. O canal deferente é
separado dos vasos sanguineos e então pode ser
cortado e clipado com clip especial de titânio.
Não há necessidade de pontos cirúrgicos.
Não é necessário realizar pontos
na pele. |
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A vasectomia oferece algum risco ao paciente? |
É um procedimento
cirúrgico e, como tal, oferece os mesmos riscos
que, por exemplo, a extração de um dente.
As complicações como, hematoma, inflamação
do testículo e infeção são
raras. Em geral, o pós-operatório é
bastante tranquilo, alguns pacientes referem uma leve
sensibilidade nos testículos durante alguns
dias.
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A vasectomia é reversível? |
Este é um assunto
que envolve muita confusão. A vasectomia é
reversível sim, porém, a taxa de sucesso
da cirurgia de reversão pode variar muito,
dependendo do caso. Por exemplo: caso o homem tenha
se submetido à vasectomia há mais de
5 anos, a chance de sucesso com a reversão
é bem menor de que se ele tivesse sido vasectomizado
há 2 anos. Outro ponto: a cirurgia de reversão
é muito mais delicada e deve ser realizada
em nível hospitalar, sob anestesia troncular,
com a utilização de material de microcirurgia,
incluindo microscópio. Sempre dou a sugestão
de que se o homem planeja fazer uma vasectomia e não
pára de pensar na reversão, então
ele não está preparado para a cirurgia.
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Quem pode fazer a vasectomia? |
| De
acordo com a lei 9.263, publicado no Diário Oficial
da União em agosto de 1997, sobre a regulamentação
do planejamento familiar, indico a vasectomia para homens
acima de 25 anos ou, pelo menos, com dois filhos vivos
ou nos casos onde a gravidez da cônjuge poderá
gerar risco de vida. Na prática diária
costumo dizer aos homens que devem eleger a vasectomia
como um procedimento definitivo, apesar de sabermos
hoje que existe a possibilidade de reversão.
O homem deve estar seguro de sua decisão e, principalmente,
feliz com o relacionamento conjugal. |
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Quantos homens já realizaram a vasectomia no Brasil?
E no mundo? |
No Brasil é difícil precisar quantos
foram os homens esterilizados por esta técnica.
A maioria destes procedimentos não é
coberto por planos de saúde e, por isso, é
realizado em consultórios particulares sem
a devida notificação do Ministério
da Saúde. Com certeza a procura por este método
vem crescendo na última década. No mundo,
alguns países são famosos por realizarem
esta cirurgia como principal método contraceptivo,
como China e Índia.
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Esse número tem aumentado nos últimos anos?
Qual é a faixa etária? |
O número de vasectomias tem aumentado nas
duas últimas décadas por várias
razões, entre as quais: consciência de
um planejamento familiar condizente com a escala social,
praticidade da cirurgia, baixo índice de complicações,
custo da cirurgia que é menos oneroso de que
uma laqueadura da mulher, quebra dos tabus sobre impotência
e câncer de próstata. A faixa etária
que mais me procura para esta cirurgia é o
homem entre 35 e 45 anos. No entanto, homens com 25
e 60 anos já foram submetidos a esta esterilização
em minha clínica.
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Após a vasectomia, o homem pode se relacionar sexualmente
normalmente? |
Sem dúvida. Este, por sinal, é um
dos grandes tabus que impede a realização
de um número ainda maior de vasectomias em
nosso meio. O corte do canal deferente apenas impede
a chegada dos espermatozóides na uretra, fazendo
com que ele fique retido dentro do testículo.
O líquido seminal, que por sua vez é
produzido na próstata e vesícula seminal,
continua sendo eliminado durante a ejaculação,
normalmente. O volume do ejaculado continua o mesmo,
apenas não está presente o espermatozóide,
que afinal de contas, é o principal objetivo
desta cirurgia. Este morre e é reabsorvido
pelo próprio organismo. Com relação
a função erétil ou potência
sexual também não há nenhuma
influência. Os nervos e vasos responsáveis
pela ereção peniana não estão
envolvidos durante a cirurgia de vasectomia. Não
existe nenhuma relação anatômica
entre as estruturas supra-citadas e o canal deferente.
Depois de realizada a vasectomia é solicitado
ao paciente permanecer utilizando um método
anticoncepcional como antes, até completar
60 dias. Alguns espermatozóides podem estar
vivos dentro do canal deferente. Por isso é
solicitado o espermograma.
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Qual a possibilidade do paciente apresentar problemas
após a cirurgia? De que tipo?
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A incidência de complicações
pós-operatórias é muito baixa.
Algumas são: dor, sangramento, hematomas e
infecção. São complicações
inerentes a qualquer cirurgia cutânea. Não
existem complicações da esfera sexual.
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Link
para artigo original do Dr. Bertero publicado
na revista científica internacional: “International
Brazilian Journal of Urology”. “Vasectomia
e Função sexual”. Este artigo foi
realizado durante a Pós-graduação
do Dr. Bertero na Faculdade de Medicina da Universidade
de São Paulo, USP. |
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